terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Para além da insulina

Pense, por um momento, que a gordura acumulada é como o dinheiro no banco. Assim, se você está acima do peso, é por que você é rico. De repente, você entra em uma dieta, e corta as calorias. Na nossa analogia, você perdeu o emprego. Tem dinheiro guardado no banco, mas está ganhando muito menos do que gasta. Qual a estratégia melhor para a sobrevivência financeira? Torrar suas reservas de dinheiro rapidamente? Queimar gordura aceleradamente? É claro que não. Você passará a economizar o dinheiro, gastando o mínimo possível para que ele dure mais. O corpo faz a mesma coisa. Economiza a gordura ao máximo. O que mais você faz para não ficar na miséria? Vende coisas que gastam dinheiro. Como o seu carro, por exemplo. O carro é bom, mas ele queima dinheiro todos os dias. Venda o carro, e você economiza o dinheiro que está no banco, e ao mesmo tempo, elimina uma fonte de gastos. Da mesma forma, seu corpo começa a catabolizar (consumir) músculos, que são tecidos metabolicamente caros. É isso mesmo, sempre que seu organismo detectar que você está "de dieta", tenderá a sacrificar músculo e e preservar gordura. É que vocês tem objetivos diferentes: o seu é emagrecer, e o do organismo é sobreviver - seu corpo não conhece suas intenções, apenas percebe a falta de comida.

Em uma dieta low carb, sem restrição calórica e sem fome, você consegue enganar o seu corpo - a comida segue entrando, não se passa fome, e isso preserva a massa muscular - por que vender o carro, quando se continua ganhando um belo salário (refeições fartas de proteína e gordura). Contudo, você começa perder peso rapidamente. Suas reservas caem. Na analogia financeira, um belo dia você verifica o saldo no banco e descobre que, embora você esteja ganhando bem, seu saldo está caindo muito - isto é, você está comendo bem, mas emagreceu bastante. E agora? A resposta é óbvia - você passa a economizar dinheiro - sua prioridade, afinal, é não ir a falência. Seu corpo faz a mesma coisa - sua prioridade é sobreviver. E, então, a perda de gordura cessa. Não importa o quão low carb seja a sua dieta, não importa que seja zero carb, o emagrecimento simplesmente cessa - é o chamado "platô", o ou parada, de perda de peso.


O sistema é extremamente complexo, e vários hormônios e peptídeos interferem e modulam as ações uns dos outros. São sistemas que evoluíram por milhões de anos para assegurar a homeostase energética dos organismos. São altamente conservados do ponto de vista evolutivo, o que significa que foram fundamentais para evitar que nossos antepassados morressem de fome. Temos que compreender que a prioridade número um, em um mundo selvagem, não era a barriga de tanquinho, e sim não morrer de fome. Tentar burlar um sistema desses e convencer nosso corpo a gastar irresponsavelmente suas reservas não é tarefa fácil.


O que se segue é para aqueles que gostam da ciência relacionada à regulação do tecido gorduroso. É uma descrição um pouco técnica, mas, enfim, escrever ajuda a organizar as ideias.

Se você já acompanha este blog há algum tempo, já está bem informado sobre o papel crucial da insulina na  controle do peso e do tecido adiposo.

Mas, se a insulina fosse, de fato, o único sinal hormonal a controlar a adiposidade, nossos problemas estariam resolvidos. Todas as pessoas poderiam regular seu peso e seu percentual de gordura com facilidade e precisão - e sabemos que isso não é assim.

Suponhamos que a insulina seja o único hormônio regulador dos adipócitos. Se a insulina eleva-se, os adipócitos acumulam gordura; se a insulina reduz-se, os adipócitos livram-se da gordura acumulada. Quando consumimos carboidratos, a insulina sobe, e quando os evitamos, reduz-se; assim, basta não comer carbs, e tudo estará resolvido. Sabemos que isto é uma verdade parcial. Por que parcial? Façamos um experimento mental. Imaginemos que, a partir de hoje, paremos de consumir carboidratos. Muitos de nós já fazemos isso há muito tempo. Nossa insulina deverá reduzir-se, certo? E deveremos perder peso, certo? Ok, agora, imaginemos que não comamos carbs nunca mais (como era o caso dos esquimós, por exemplo), de modo que nossa insulina ficará em níveis permanentemente muito baixos. O que acontecerá com nosso percentual de gordura? Cairá a zero? Se fosse verdade, todas as anoréxicas já estariam seguindo uma dieta low carb, não é mesmo? Mas pensemos novamente: o que impede nosso corpo de eliminar completamente a gordura se cortarmos completamente os carboidratos? Como é possível que tantos leitores deste blog sigam rigorosamente suas dietas low carb e, no entanto, estabilizem seus pesos em percentuais de gordura obviamente acima do ideal?

Bem, como você já deve imaginar, há muito mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã endocrinologia. Albert Einstein disse uma vez: "Everything should be made as simple as possible, but not simpler" ("tudo de ser simplificado tanto quanto possível, mas não deve ser mais simplificado do que isso"). Embora eu tenha lançado mão deste recurso de simplificação neste blog, está na hora de complicar um pouco as coisas, nem que seja para que o leitor entenda que um sistema complexo não pode ser completamente comandado por intervenções simples, e que trata-se de algo profundamente multifatorial, sobre o qual nosso conhecimento apenas agora começa a arranhar a superfície.

Eis, abaixo, um breve e incompleto sumário dos vários hormônios e peptídeos que regulam a adiposidade:


  • Leptina: trata-se de um hormônio produzido primariamente pelo tecido adiposo. As células gordurosas aumentam a produção de leptina quando estão cheias de gordura, e diminuem sua produção ao esvaziarem-se. A leptina baixa produz fome e desacelera o metabolismo, impedindo a perda de peso. Assim, é um hormônio que, quando baixo, trabalha contra o emagrecimento, especialmente quando o emagrecimento é por dieta hipocalórica, mas mesmo nas dietas low carb. É o principal hormônio responsável pela homeostase energética de prazo mais longo (dias).

  • Neuropeptídeo Y - funciona como um neurotransmissor no cérebro aumentando o apetite. Tem complexas interações com a leptina e a insulina. É produzido também diretamente no intestino, em quantidades diferentes dependendo da proporção de macronutrientes. Atua em 5 diferentes receptores celulares, com diferentes efeitos. Diferentes pessoas têm diferentes proporções destes receptores.

  • Peptídeo YY - produzido por células em vários locais do trato digestivo, é um inibidor do apetite no intervalo entre as refeições. É fortemente ativado por refeições ricas em proteína, sendo um dos motivos pelos quais as proteínas são mais saciantes do que os carboidratos e, em menor grau, as gorduras.

  • Grelina: o hormônio da fome. Sua liberação leva à sensação aguda, intensa e quase dolorosa de fome. É produzida por um tipo de célula do fundo do estômago. Sua produção é inibida quando o estômago é distendido pela presença de comida; ao contrário, sua produção é estimulada pelo estômago vazio. A grelina elevada atua sobre o hipotálamo (em neurônios produtores de peptídeo Y) produzindo fome e aumento de peso - efeitos contrários ao da leptina. Para complicar um pouco mais as coisas, os efeitos hipotalâmicos da grelina são modulados pela insulina e pela leptina. Uau... É o principal hormônio responsável pela homeostase energética de prazo curto (horas).

  • Adiponectina - é secretada exclusivamente pelo tecido gorduroso. Quanto MAIOR a quantidade de tecido adiposo, MENOR a quantidade de adiponectina. As ações da adiponectina são múltiplas, e ajudam a reverter a síndrome metabólica. A adiponectina aumenta a sensibilidade à insulina; assim, a obesidade, que leva a uma diminuição da adiponectina, aumenta a resistência à insulina, o que por sua vez aumenta a obesidade, num ciclo vicioso. A adiponectina aumenta o uso da glicose e diminui a gliconeogênese, aumenta a oxidação das gorduras e aumenta a termogênese (gasto de energia do corpo na forma de calor), aumenta a sensibilidade à insulina e leva à perda de peso.

  • Colecistoquinina - um hormônio liberado pelo duodeno quando exposto a alimentos gordurosos e a certos aminoácidos. Produz o secreção de bile e enzimas pancreáticas para digestão das gorduras, mas é também um forte supressor da fome. Seus efeitos antagonizam os da Grelina.

  • Orexina - um neurotransmissor produzido no hipotálamo com ações no gasto calórico, apetite, e sono. A administração diretamente no cérebro de animais os deixa hiper-alertas e aumenta significativamente o gasto metabólico basal por elevação da temperatura corporal e aumento de sua movimentação. A leptina inibe os neurônios produtores de Orexina. A forte relação entre sono e orexina é um dos motivos pelos quais a falta de sono inibe a perda de peso. A orexina estimula a ação da gordura marrom, um tipo de gordura que serve para dissipar energia excessiva na forma de calor.

  • a-MSH (hormônio estimulante de alfa-melanócitos ou Alfa-Melanotropina): suprime o apetite, é estimulado pela Leptina, e também por sono adequado. É outro motivo pelo qual a falta de sono inibe a perda de peso.

  • GH - hormônio do crescimento. Estimulado entre outras coisas por exercício vigoroso, sono profundo e glicose baixa, e inibido por glicose elevada. É um estimulante do aumento da massa magra (massa muscular, massa óssea) e da lipólise (queima de gordura)


É preciso entender que há variantes genéticas de todos os sistemas acima. Por exemplo, uma pessoa pode ter um defeito na produção de leptina ou nos receptores para leptina que leve à obesidade independentemente do eixo da insulina. O mesmo se aplica aos vários hormônios e peptídeos descritos, e a tantos outros que ainda desconhecemos. Como já comentei em outra postagem, as pessoas que respondem melhor a uma dieta low carb são aquelas em que o excesso de insulina e carbs são a causa do problema. Tendo lido até aqui, já deve estar claro para você que existem outras causas.

A restrição de carboidratos é uma manipulação muito mais sofisticada do sistema do que as primitivas dietas de restrição calórica. Mas imaginar que é possível derrotar completamente um sistema homeostático de tal complexidade com apenas uma medida dietética é ingênuo. Pode funcionar para muitas pessoas, mas não para todas.

Uma medida que, segundo alguns estudos, é capaz de modular alguns dos hormônios envolvidos, é o exercício de alta intensidade. Mais uma vez, não se trata de fazer muito exercício para "gastar calorias", e sim de praticar o tipo e exercício que produz modificações hormonais benéficas para a perda de peso.

Em uma postagem futura, falaremos em mais detalhe sobre a leptina.

51 comentários:

  1. Esclarecedor, em que pese a necessidade de grande exercício mental para compreender, pelo menos, compreendi que o processo é complexo. rs rs rs
    Parabéns pelo nobre gesto de compartilhar conhecimento e sabedoria e promover a saúde dos privilegiados visitantes de seu blog.
    Obrigado.

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  2. Boa noite, Doutor! Pesquisando pela internet tive a sorte de chegar ao seu blog, acho que ficarei por aqui um bom tempo tal a quantidade de conceitos e informações que, normalmente, apenas encontro em sites e blogs estrangeiros.

    Até pensava que entre nós, brasileiros, não se fazia idéia de dietas low-carb/high fat.

    Tenho 50 anos, sou atleta, e me alimento à base de gorduras e proteínas desde que descobri uma intolerância ao glúten e acabei por eliminar os carboidratos da dieta.

    Voltarei ao seu blog muitas vezes! Quero absorver esse mundo de informações que o Doutor generosamente partilha e também convidá-lo a visitar o meu blog, em que conto a aventura da transformação de uma amadora de 50 anos em atleta de alta performance.

    O Doutor vai notar que entre os meus sites e blogs favoritos a maioria trata de nutrição e variações de dietas de baixo carboidrato.

    O seu blog já encabeça a minha lista! Amanhã o colocarei em destaque e convidarei os meus leitores.

    Imenso prazer em conhecê-lo, Doutor José Carlos!

    Claudia Vilaça - http://claudiafitblog.blogspot.com.br/

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    1. Cláudia - impressionante seu blog! Vou olhar com calma nos próximos dias. Penso que, em um caso com seus resultados, a troca de informações correrá nos dois sentidos.
      Vc conhece/usa os conceitos de Carb Nite ou Carb Backloading?

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    2. Sim, Dr José! Penso que teremos muito a ganhar e a aprender com essa troca de informações. No post que acabo de publicar no meu blog, entre outros assuntos, falo sobre a feliz "descoberta" da sua página.

      Quanto aos conceitos de Carb Nite e Carb Backloading, trata-se de uma variação da Dieta Cetogênica Cíclica ou de outros nomes, com ciclos de baixo carboidrato e momentos de recarga, é isso?

      Já experimentei, mas não gostei dos efeitos da recarga ou reintrodução de carboidratos. Sinto-me estufada, pesada, levo dias para voltar ao normal depois de refeições com inhame e batata doce, não é nada de alto índice glicêmico.

      Prefiro manter-me o tempo todo na dieta low carb, high fat. O que mudo são as quantidades, quando em período de ganho de massa, aumento a proteína e, consequentemente, as gorduras, na mesma proporção.

      Em fase de cutting, faço o inverso: diminuo um pouco a proteína e, proporcionalmente, as gorduras (e calorias totais).

      Treino para hipertrofia e consegui ganhar bastante massa muscular sem ingerir carboidratos. Também consegui secar e me adequar ao padrão de competição com a combinação gordura e proteína.

      Espero poder conversar mais com o Doutor e seus leitores!

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  3. Bom dia, Dr. Eis que depois de perder 30kg no estilo normal privação-exercício, me deparo, há mais de um ano, com a necessidade de perder mais uns 10kg, última barreira entre o meu corpo atual e o que desejo.

    No entanto, nos últimos quatorze meses seguindo o mesmo esquema, tive um resultado de chorar: um quilo perdido.

    Meu esforço realmente não rendia o esperado (em média 5 a 6x de academia por semana). Logo, vi que não era necessário AUMENTAR o que fazia, porque eu me agarrava, de certa forma, um esquema falido. Comecei a me dar conta, com mais atenção, do número alto de pessoas que convivem com a gente na academia há tempos, e não se vê nelas quase nenhum resultado. Aí, sempre tem alguém pra dizer "ah, mas eles não cuidam a alimentação". Bem, quem vai a academia 3 ou 4x por semana dificilmente come como um glutão. Que a alimentação das pessoa não as permita se transformar num halterofilista, vá lá, mas que não tenham quase resultado algum é outra coisa. Comecei a associar esses problema não à falta de intensidade/comprometimento com o que se faz, mas sim ao que EFETIVAMENTE se faz.

    Meu primeiro tiro para inverter essa situação foi deixar de lado a aerobiose e adotar mais a musculação. O resultado foi relativo.

    Aí, semana passada, caí aqui no seu blog, nem sei por onde. Li, como muitos, a maioria das postagens. E comprei o livro Why We get fat, do qual devorei quase 200 páginas. Estou esperançoso com esse novo modelo de alimentação. Em três dias, sinto que perd algo de peso que, mesmo sendo mais glicogênio e água, não perderia antes. Posso (e devo) até me acostumar com perdas bem menores, mas o que acho que ninguém deve achar normal é passar seis meses na academia comento porcarias light e achando o máximo perder um quilo e meio!

    Abraços!

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    1. Daniel, é isso aí! A definição de insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa esperando que um dia os resultados sejam diferentes.

      E vc tem razão. As pessoas seguem uma toeria furada, não dá certo (óbvio), e então a culpa é da pessoa, e não da teoria. Uhmmm...

      Mas você está agora condenado ao Low Carb. Não conheceço ninguém que tenha lido este livro e não transformado pela experiência!

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  4. Mais uma postagem exclarecedora!

    Uma dúvida que ainda me incomoda, apesar de já ser adepto da dieta low carb, é que meu pai fazendo este tipo de dieta desenvolveu ácido úrico. Ele não seguia a dieta 100%, mas vamos dizer que uns 70% ele seguiu. Ele perdeu bastante peso, e melhorou sua inflamação crônica, na verdade foi o que salvou a vida dele na época. Mas depois disso ele desenvolveu ácido úrico, qual a opinião do senhor a respeito disso? abs

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    1. Olá. Eu acho que precismos rever esta ideia de fazer medicina baseada apenas em números. O sujeito se sente melhor, perde peso, resolve seu problemas de inflamação crônica. Aí, vários exames melhoram, mas UM exame (ácido úrico, colesterol LDL, etc.) piora. E aí, o que fazer? A não ser que o ácido úrico fosse MUITO alto, eu não faria nada. Se a pessoa não tem gota e não está formando cálculos renais ativamente, eu não trataria apenas o número.
      Nossa medicina atual faz muito isso: o colesterol passou de 200? Prescreva uma estatina. Meu colesterol subiu de 190 para 212 após 1 ano de dieta low carb; mas e o resto? O HDL subiu para 85 (o que é ótimo)! Os triglicerídeos baixaram para 56! Me pergunta se eu estou preocupado com os 212 de colesterol?

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    2. Ah, Doutor, eu acho que vou dizer para o meu médico que não pude fazer os exames... Sinto-me maravilhosamente bem, desapareceu um cisto de 6cm no ovário, menstruo normalmente sem qualquer sintoma de TPM ou desconforto de pré-menopausa, treino pesado com força e energia, vendo saúde e vitalidade; pele, cabelo e unhas de menina.

      No entanto, tenho certeza de que o ginecologista que pediu os exames de sangue vai torcer o nariz e me passar um sermão com as previsões funestas de praxe que nós - adeptos da dieta low carb - estamos carecas de ouvir.

      Meus triglicérides despencaram: 29mg/dL (já foram 49 há 1 ano e 70 há 2 anos).

      O drama vai ser o colesterol total: de 118, há 1 ano, para atuais 240!

      HDL de 47, há 1 ano, para atuais 97.
      LDL de 61, há 1 ano, para atuais 137. LDL dosado: 63.
      VLDL: atuais 6mg/dL.

      Sem querer me aproveitar da sua condição de médico, o Doutor acha que estou com o pé na cova e devo tomar remédios para baixar o colesterol?

      O que representa um resultado de colesterol alto (com expressivo aumento de HDL) e triglicérides tão baixos?

      Nota: não tomo absolutamente nenhum remédio, nem anticoncepcional ou qualquer hormônio. Também não uso pílulas ou suplementos, apenas COMIDA DE VERDADE.

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    3. O Doutor conhece este livro? "The Great Cholesterol Myth: Why Lowering Your Cholesterol Won't Prevent Heart Disease-and the Statin-Free Plan That Will"

      http://www.amazon.com/Great-Cholesterol-Myth-Disease--Statin-Free/dp/1592335217/?_encoding=UTF8&tag=livilavidalow-20&linkCode=ur2&camp=1789&creative=9325

      Também no blog LIVIN' LA VIDA LOW-CARB (http://livinlavidalowcarb.com/blog/), o autor também discute o impacto da dieta low carb - high fat sobre o perfil lipídico. Inclusive, anuncia para 2013 seu livro sobre o assunto.

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    4. Aqueles meus exames que comentei com o Doutor foram feitos no sábado, dia 22/12, em seguida a uma semana de treinamentos intensos (dos mais hardcore da minha vida!), acompanhados de dieta para hipertrofia, com 2,5g de proteína por kg de peso e gordura proporcional.

      Talvez eu deva repetir os exames em um período mais tranquilo, depois de dias sem treinamento e dieta menos calórica.

      Os demais resultados estão todos ok, tudo certo, esplêndidos!

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    5. Não vi a foto do seu médico, mas tendo visto a sua, com certeza ele morrerá antes de você, independentemente do colesterol...

      Falando sério, estes resultados são muito bons para quem está familiarizado com o assunto. Observe que uma parte da subida do colesterol foi às custas de HDL, o que é BOM. A relação colesterol/HDL está 2,47 (abaixo de 4 é bom)
      A relação triglicerídeos/HDL está em 0,29 (abaixo de 3 é bom)
      O LDL (que precisa ser o DOSADO, pois o calculado é inacurado com triglicerídeos baixos) está em 63, o que é MAIS BAIXO do que a Associação Americana de Cardiologia preconiza (não que eu ache que precisa ser, mas assim podes ficar ainda MAIS tranquila).

      Veja bem - no dia em que alguém passar a comer comida de verdade, se sentir muito bem, parecer 20 anos mais jovem e eu achar que há algum problema nisso por que um NÚMERO escrito no papel está alterado (número esse que é cada vez mais questionado), eu abandono a profissão.

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    6. Quanto ao livro "The Great Cholesterol Myth", conheço, já li, e concordo com 90%. Eu não diria que o colesterol não tem NADA a ver com risco cardiovascular mas, tirando o exagero, o livro tem razão em quase tudo. E Low Carb High Fat MELHORA o perfil lipídico, como o livro afirma e como você é a prova viva.

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    7. Dr. Grato pela resposta. No caso ele tem as crises de gota ainda de vez em quando. Ele toma a Colchichina e tem uma diarréia o que resolver o problema. A minha dúvida é se existe alguma ligação real entre dieta hiperprotêica e desenvolvimento de gota/ácido úrico. E outra, o paciente que desenvolveu este problema, pode fazer a dieta low carb? É verdade o que dizem, que a dieta hiperprotêica é a causa disso? Novamente grato pela atenção! abs

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    8. Penso que a frutose é mais importante do que as proteínas na gênese da gota. Por outro lado, há pessoas que têm hiperuricemia por motivos genéticos, e não há dieta no mundo que resolva. Eu sugeriria ver com seu médico a possibilidade de trocar Colchicina por Alopurinol, ajustar a dose de alopurinol até que o ácido úrico normalize no sangue, e deixar a colchicina apenas para tratar alguma crise de gota (que será algo raro com o ácido úrico controlado). Se ele perder uns 10 Kg, provavelmente não terá mais gota. A gota e mais uma manifestação da síndrome metabólica.

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  5. Um post no dia 25 de dezembro?! Bem, eu, fã anônimo de seu blog, agradeço..rs.. Agradeço não somente pela quantidade de material disponibilizado no blog, mas também, e principalmente, pela qualidade dos posts. Neste sentido, gostaria de sugerir um assunto: low carb para gastroplastizados, pois muitos não atingem sua meta ou pior, voltam a engordar. Abs.

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    1. É, feriados é quando dá tempo!

      Valeu a sugestão. Aliás, este é mais um exemplo de que a ênfase apenas em calorias está equivocada. Se não, com um estômago pequeno, não faria diferença se vc come carbs ou não. E sabemos que faz...

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  6. Dr., poderia me passar o contado da nutricionista Polyana Freitas?

    Penso em marcar uma consulta com ela. As pressões familiares estilo "vais-morrer-fazendo-essa-dieta" já começaram, hehehe,

    Obrigado.

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  7. Souto, Daniel, esta é a idéia. Vejam esta contribuição para a conversa sobre dieta e exercício: http://ramblingsofacarnivore.blogspot.com.br/2012/12/diet-weight-loss-and-body-composition.html

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    1. Rodrigo - SENSACIONAL esta postagem. Vou ler com cuidado o blog deste sujeito - obrigado por me colocar a par do mesmo!

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  8. Dr. preserva-se a massa magra em uma dieta paleo, porém é possível ganho de massa magra em tal dieta, sendo ela hipercalórica?

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    1. Sim, é possível sim, e eu sou a prova viva disso. É necessário consumir cerca de 2g de proteína por Kg de peso ideal e malhar pesado, com poucas repetições e muita carga. Com este esquema, é possível perder muita gordura e ganhar vários quilos de massa magra AO MESMO tempo.

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    2. Eu também sou mais uma prova viva de que é possível ganhar massa muscular com uma dieta sem carboidratos, alta em gorduras e moderada em proteínas.

      Assim como o Dr José, consumo cerca de 2g de proteína por kg de peso em fases de ganho de massa; quando busco hipertrofia máxima, chego a usar 2,5g, mas a gordura aumenta na mesma proporção. Aí a dieta é hipercalórica mesmo, mas os ganhos de massa magra são notáveis.

      Para secar, diminuo o teor total: 1,5g de proteína por kg/dia e equivalente quantidade de gordura, que sempre representa cerca de 80% do total.

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    3. Então um pós treino com maltodextrina e whey protein como exceção a alimentação paleo, surtiria efeitos positivos se o meu objetivo e o ganho de massa magra? Ou o sr. me aconselha a fazer um pós apenas com proteínas. Desde já agradeço.

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    4. Prova vivíssima - não deixe de conferir o blog dela: http://claudiafitblog.blogspot.com.br/
      Aos 50, dá um banho nas meninas de 25. Contra fatos, não há argumentos.

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    5. Parabéns Claudia você tem um belo corpo. Sou um novo seguidor do seu blog com certeza!

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    6. Sony:

      São duas situações distintas, dieta para emagrecer, e uma pessoa magra que quer ganhar massa muscular fazendo uma dieta saudável. Para ganho de massa muscular, uns 40g de carbs (que podem ser 2 bananas por exemplo) junto com Whey pós-treino é uma boa, pois a insulina é anabólica. Taí a Cláudia Vilaça para provar que não é NECESSÁRIO, mas que ajuda, ajuda. Compre o livro TNT (olhe na minha postagem sobre livros).

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  9. Dr. José Carlos,

    Obrigado pelo belo post. Estou ainda no meio do Why We Get Fat, justamente no capítulo em que o Taubes explica que não é só a insulina a responsável. Mas você, ao que me parece, foi além do que está no livro do Taubes.

    Duas perguntas:

    Será que é um problema grave a pessoa ter um percentual de gordura de 30% (como aquele senhor do filme Fat Head http://brasilpaleo.blogspot.com.br/2012/10/documentario-fat-head-legendado.html?spref=tw) se a pessoa fizer uma dieta low-carb e saudável?

    Será que é um problema grave perder um pouco de massa muscular junto com a gordura num processo de emagrecimento de grandes proporções, como alguns dos casos do post citado acima (http://ramblingsofacarnivore.blogspot.com.br/2012/12/diet-weight-loss-and-body-composition.html)?

    Adolfo

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    1. Olá!

      Não, nenhum dos problemas é grave. É preferível alguém com sobrepeso e sem síndrome metabólica do que alguém magro com síndrome metabólica. E, diga-se de passagem, os pacientes magros com síndrome metabólica vivem MENOS do que os gordinhos com síndrome metabólica. Dito isso, obesidade é sempre ruim, e alguém magro e sem síndrome metabólica é preferível. Mas concordo com o Tom Naughton que usar apenas o IMC é inadequado. Se fosse usar uma medida única, escolheria o índice cintura/quadril.

      Perder um POUCO de massa muscular ao emagrecer é muito comum. Mas fazer restrição calórica e perder um monte de massa muscular é contraproducente. Mas, claro, quando se precisa perder muito, é algo aceitável em prol de um objetivo maior. Mas, fazendo do jeito certo, é possível perder gordura e ganhar massa muscular, como o próprio post exemplifica. Tenho esta experiência pessoal - posso te afirmar que dá.

      Quanto ao Taubes, bem, ele é o meu guru, mas está casado com a hipótese da insulina. Ainda bem que tem alguém que o faz com tanta competência, mas o mundo é um pouco mais complexo. Mas, para 99,99% dos profissionais da saúde, simplesmente ler o Taubes e "think out of the box" já seria uma GRANDE coisa.

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  10. Dr, estou devorando teu blog e eis que me surge uma dúvida.
    Já li em diversos lugares que se o nosso organismo não tiver glicose para distribuir energia, ele começa a "pegar dos músculos", vulgarmente falando é isso que eu li. Eu era tão maluca com isso que comia de 3 em 3 hrs e morria de medo de catabolizar.
    Isso é verdade? Como perder gordura de uma forma que possamos manter o máximo de massa magra possível?

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  11. Olá!. Isso só acontece em dietas de restrição calórica. Se vc está consumindo calorias e proteínas em quantidade adequada (ou seja, come sempre que está com fome) e pratica musculação, perderá gordura e ganhará massa magra ao mesmo tempo.


    Em 2 de maio de 2013 10:02, Disqus escreveu:

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  12. Será q combinar, na semana, um dia de carbs livres e 2 de jejum intermitente ñ seria uma boa? controlaria a leptina e tbm a insulina... ainda vou testar... desculpe se falei abobrinha, mas afinal vale arriscar msm quando ñ se sabe de nada... kkk =P

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  13. Dr. Souto .Será que eu sou dessas ? Pq estou a um mês com low Card. E não emagreci nem um kilo. Como saber?

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  14. Dr. Souto. Estou adotando uma dieta high fat com fins de aumentar a massa muscular. Tenho consumido cerca de 2g de proteina por kg e ainda consumo carboidratos apos o treino. O problema e que para atingir um alto teor calorico, vejo que preciso incluir mta gordura. Dou preferencia aos ovos,azeite,oleo de coco e manteiga. Tipo uns 8 ovos por dia e umas 10 colheres de sopa de azeite,oleo de coxo e manteiga.O senhor nao acha que isso pode me fazer mal?

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  15. Não.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
    Sent from Android phone
    Em 18/02/2014 12:06, "Disqus" escreveu:

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  16. Olá Dr. Souto e Patrícia. Estou acompanhando o blog e quero parabeniza-los pelas informações de qualidade. Iniciei a dieta LCHF há 3 semanas e perdi 5kg dos 15 que pretendo. Gostaria de iniciar o HITT, tenho esteira ergométrica em casa, e solicito a ajuda de vocês, com uma sugestão de treino. Abçs!

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  17. Dr souto , aqui estou mais uma vez . Desculpe toda a falta de conhecimento sobre a pergunta , mas tenho devorado este site . Então ... Sobre a leptina e ouros hormônios ligados a fome . O caso de uma cirurgia plástica onde fosse retirada as células adiposas , onde ficam armazenadas as gorduras , pois sabemos que apenas com a dieta , as células ficam lá no mesmo local , apenas diminuem de tamanho , esperando pra encher tudo aquilo . A minha pergunta é : no caso de uma cirurgia , para uma pessoa que já está bem magra , isso poderia resolver o problema ? Até no caso do set point ? será que o corpo entenderia que não haveria necessidade de encher aqueles depósitos malditos de gordura . Então , essa é a minha dúvida . Pois a fome sempre volta quando estou muitoooo magro . Obrigado !!!

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  18. Não. E isto está provado em animais e em pessoas. Vc tira a gordura cirurgicamente, portanto a leptina cai muito, portanto a fome aumenta junto com a eficiência metabólica, até que o peso removido volte todo, trazendo a leptina para os níveis anteriores.

    Dr. Jose Carlos Souto, M.D.
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    Em 23/02/2014 02:21, "Disqus" escreveu:

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  19. Marcela B. Azevedo Constâncio8 de abril de 2014 11:33

    Olá novamente Dr! Estou lendo muito seu blog, sempre que tenho tempo. Morro longe da minha mãe e esta chegando o dia de ir visita-la, já falei muito para ela sobre minha nova forma de me alimentar e gostaria de saber se posso passar para ela a dieta Paleo LCHF tambem, no entanto preciso dizer que ela vem tratando um colesterol alto e tem 55 anos. O senhor recomenda para ela?

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  20. Para ovelhas, recomendo sua dieta natural, que é grama e pasto. Para ovelhas doentes, deveria recomendar outra coisa?

    Leia assista tudo isso, pela ordem:

    http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/06/colesterol-i.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/06/colesterol-ii.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2012/06/colesterol-iii.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/02/colesterol-iv.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/02/colesterol -v-causa-e-efeito-versus.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/08/conflitos-de-interesse.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/08/colesterol -iv-nao-ha-correlacao.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/09/colesterol -vii-video-legendado-sobre.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/09/colesterol -viii-e-melhor-ter-um.html http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2013/11/colesterol -ix-documentario-australiano.htm


    Em 8 de abril de 2014 11:33, Disqus escreveu:

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  21. LEONARDO MARTINS29 de maio de 2014 12:01

    Bom dia Dr. Souto. ë possível identificar através de exames (sangue talvez) o que possa esta dificultando a perda de gordura? Eu perdi 5 kg em.... 5 a 10 dias. As medidas diminuíram bastante (4 a 6 cm) porem hoje a quase 2 meses o peso simplesmente estacionou. Faço Jejum Intermitente (duas x p/ semana) e HIIT ( 4 a 5 x p/ semana). Minha alimentação desde de então é LowCarb Paleo. Minha adaptação, pra mim foi fantástica, sem neurose e tal. Mas fazendo tudo isso ela realmente parou. Medidas e o peso consequentemente. Qual seria uma dica interessante sobre esse fato?

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  22. Olá Leonardo,


    tenha paciência! 2 meses não é nada perante uma vida de 'estragos' alimentares. É normal o peso estacionar.

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  23. LEONARDO MARTINS29 de maio de 2014 13:36

    kkkk. Pensei nisso tbm. Espero que volte ao normal. Mas grato. É impressionante como esse estilo de vida incomoda as pessoas. Sempre me perguntam assim: Mas vc vai seguir a "Dieta"até quando?

    ..... Uai... pra sempre!! Eles arregalam um olho do tamanho de Tarsier. Tipo... vc é doido?! Chega ser engraçado.

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  24. Cristian Luís Litwin16 de junho de 2014 00:24

    Experimente prosseguir mais tempo, um mês é muito pouco para analisar resultados efetivos!

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  25. Cristian Luís Litwin16 de junho de 2014 00:26

    Olá Priscila, creio não ser uma estratégia adequada esta sua. Siga as orientações do blog e também como as pessoas de resultados com LCHF fazer. Qualquer dúvida pode me procurar ok!!

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  26. Cristian Luís Litwin16 de junho de 2014 00:32

    Olá Tatiana. Importante você entender que apenas uma esteira não poderá te trazer os benefícios de um treino intervalado de alta intensidade, pois as esteiras são limitadas em velocidade, sendo assim é impossível você correr o seu máximo, pois estará limitada a velocidade máxima das esteiras, geralmente 18km/h, caso for uma esteira profissional. O que é muito pouco. Eu sugiro você encontrar um profissional capacitado para prescrever este tipo de treinamento. Pois caso contrário você não obterá os resultados que deseja. Caso desejar mais informação basta responder ok??

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  27. Obrigada Cristian! Estou pensando em aderir ao Kattlebell, no entanto tenho receio de praticar sozinha em casa , mas não encontro academia próxima a minha residencia para praticar com segurança. Saberia me dizer onde encontrar informação confiável a respeito? Pesquisei em muitos sites americanos e gostei dos beneficios que dizem promover.

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  28. Dr. Souto, tenho muito interesse em saber mais detalhes sobre a leptina. Existe alguma possibidade de termos em breve um post focado exclusivamente neste tema?

    Agradeço por todo conteúdo já oferecido aqui em seu blog. Um abraço.

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  29. Cristian Luís Litwin7 de julho de 2014 15:35

    Me envie o seu e-mail, ou me procure no face, que posso te auxiliar!
    Mas saiba que o kattlebell é apenas uma ferramenta, não é a salvação. Você pode usar este utensílio assim como pode usar ainda mais o seu próprio corpo, você já tem o melhor equipamento de todos, seu corpo!

    Me procure ok!!

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  30. Não sou especialista, mas fazendo o lowcarb certo é impossivel não perder peso, lembrado que o "número em si não quer dizer nada...
    É fato q cada corpo responde de uma maneira, mas por experiências com as pessoas q treinam comigo, só de reduzir carbo vc tem uma queda de peso mais imediata devido aos liquidos que vão embora pela grande queda de carbo.
    ...e claro, consumir carboidratos complexos e nunca consumir nada a base de açúcar
    Profissionais endócrinos favor me corrigir....mas seguindo uma dieta de low carbo perfeitamente é impossível não ter perda de peso, ainda q seja sua maioria água...

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