terça-feira, 15 de abril de 2014

Documentário THE PERFECT HUMAN DIET - legendado

Graças ao trabalho exaustivo do colaborador Luiz S., segue o link para o EXCELENTE documentário In Search of the The Perfect Human Diet (Em busca da dieta humana perfeita)





sábado, 12 de abril de 2014

Mais videocasts

Fim de semana chegou, e você quer ocupar algumas horas com vídeos?

Segue compilação feita pela Patrícia Ayres:


Do emagrecerdevez.com










Do Mojo Já:

Dr. Souto: A dieta paleolítica, por que seus bisavôs não eram gordinhos, por que você engorda mesmo seguindo "orientações” de emagrecimento e como se basear na evolução para viver melhor


Polyana Rossi, como se tornar um queimador de gordura, como acabar com a “farra da insulina” e por que você até poderia atirar sua balança pela janela


Felipe Piacesi, porque correr na zona de queima de gordura não emagrece, como ganhar músculos e transformar seu corpo de um Uno Mille para um Camaro



Mariana Montezzana, como emagrecer 30kg em um ano sem passar fome e sem fazer exercício, como estourar a bolha do conforto, ter uma vida minimalista e viver do que gosta


Glauber Silva do blog Obeso Emagrece explica porque a culpa não é do gordo, como emagrecer sem abrir mão da cervejinha e como lidar com a pressão "social" dos amigos e familiares


Dr. Souto: Glúten, esse desconhecido. Será que gluten-free é um exagero? A doença celíaca, os intolerantes e onde você entra nessa história toda!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Relato de caso - perda de peso e melhora da saúde

Os resultados individuais variam, é claro. E, obviamente, quando eu posto alguma história de sucesso, ela tem um intuito motivacional. Dito isso, é em casos assim que penso quando alguém diz "mas como eu vou viver sem pão??". A resposta depende do que você ganha em troca.


Eis os relato da Rosane: 
Há pouco mais de 1 ano mudei minha alimentação. Isso não foi uma dieta... Foi um estilo de vida adotado por mim. Um modo de viver saudável, sem a ingestão de carboidratos e açúcares, e a consequência passa por emagrecimento e disposição... Hoje em dia, quando como trigo ou açúcar, sinto dores abdominais... Sabe por quê? Porque estou desintoxicada, daí uma pequena porção desse lixo me faz mal... Foi umas melhores decisões que tomei. Eu sentia falta de ar, sintomas de fibromialgia (clique aqui para saber porque a fibromialgia pode melhorar), pouca disposição, fome a cada 2 h, gases, prisão de ventre e estava bem acima do peso. 16k foram embora sem nenhum esforço, somente com o corte de açúcar e trigo. Como comida de verdade, e só sinto fome nas horas certas, pois uma alimentação baixo carboidrato tira a fome. A minha dieta? Low carb!
O conceito de que "comer gorduras engorda e faz mal" já está caindo por terra... (clique aqui, aqui e aqui) Tudo começou com pesquisas mal feitas, há mais de 50 anos, e subsiste até hoje. Muitos médicos já estão dando o braço a torcer de que isso foi um engano! Nosso corpo foi projetado para isso. Mas o nosso corpo não foi projetado para comer esse trigo geneticamente modificado de hoje em dia. Assim como o leite, que de tão "hormonizado" e pasteurizado, já não possui propriedade nenhuma (e sendo um dos vilões das dores e asma...).

As fotos falam por si:



segunda-feira, 31 de março de 2014

Novo blog - Paleo Odisseia - e PESQUISA sobre o perfil dos seguidores Páleo / Low Carb

Um novo blog, de um frequente colaborador, Arthur Gumz:


O Arthur legendou alguns vídeos sensacionais com Jeff Volek e Stephen Phinney (os mais proeminentes cientistas do mundo low carb) - não deixe de assistir.

**** XXX ****

Outro grande colaborador, Hilton Sousa (www.paleodiario.com), me pediu para divulgar sua interessante pesquisa sobre o perfil dos seguidores do estilo de vida páleo / low-carb. Quanto mais pessoas participarem, mais representativa a pesquisa será. Participe, leva apenas alguns minutos!

http://www.paleodiario.com/p/dados-atualizados-semanalmente-ultima.html

domingo, 30 de março de 2014

Reportagem revista L’Officiel Brasil

Sei que março já está acabando, mas na edição deste mês da revista L’Officiel Brasil saiu excelente matéria sobre LCHF (Low Carb, High Fat) com entrevista minha e da Bruna do Primal Brasil (http://primalbrasil.com.br/), além da Raquel Zucchi - grande divulgadora no Instagram, e da nutricionista Alice Dalpicolli Rodrigues, seguidora aqui do blog. Trata-se de uma revista feminina, muito voltada para moda - o fato é que a reportagem ficou excelente.

Segue a íntegra - e a revista ainda está nas bancas -> sugiro comprar para mostrar para os parentes e vizinhos (e para agradecer à jornalista Giuliana Mesquita pelo trabalho bem feito).

O PDF pode ser baixado clicando aqui:


Texto da reportagem:

Bacon em uma dieta? Sim, isso existe e a gente foi investigar a fundo como funciona a LCHF, sigla para Low Carb, High Fat(pouco carboidrato, muita gordura). A dieta, ou estilo de vida, como as adeptas estão acostumadas a chamar, veio pararevolucionar. A idéia é comer bastante gordura para emagrecer. Sim, gordura. Mas, vamos por partes.

HIGH LOW
A dieta LCHF consiste em diminuir drasticamente o consumo de carboidratos e aumentar o consumo de gordura. Comece tirando o trigo da sua alimentação - você vai ver que você vai se sentirmuito mais disposta, depois retire os grãos e o açúcar. Seu consumo diário de carboidratos não deve passar de 70 g sevocê quer emagrecer. Mas não adianta fazer uma dieta pobre em carboidratos e pobre em gorduras, isso vai fazer comque você se sinta fraca. Tem que ingerir gordura.“Ao contrário do que se imagina, não se trata de uma dieta de proteína; a quantidade de proteínas é adequada e normal. Se comemos poucos carboidratos, e comemos proteínas em quantidade normal, de onde virão as calorias para completar a necessidade diária? Das gorduras boas e naturais, presentes nos alimentos. Por isso low carb, high fat”, explica José Souto, médico, autor do maior blog brasileiro sobre LCHF (com mais de 2 milhões de acessos) o lowcarb-paleo.blogspot.com.

Mas, é claro, não pode ser qualquer gordura. Não vai adiantar sair comendo fritura e gordura trans. A gordura da suaalimentação deve vir de ovos, castanhas, manteiga (não margarina), azeite extra-virgem, óleo de coco, leite de coco,abacate. “Sua glicose sanguínea é elevada quando você come carboidratos. Quando ela abaixa, seu corpo pede mais. Em uma dieta de baixo carboidrato, seus níveis de glicose sanguínea são estáveis”, explica Bruna Machado, dona do primeiro blog sobre o assunto no país, o Primal Brasil, e que já segue esse modelo há quatro anos.

DE VERDADE
Outro ponto importante dessa dieta é que você deve excluir alimentos ruins da sua vida. Refrigerantes, salgadinhos, queijos processados e produtos light/diet. É importante consumir alimentos de verdade, sem rótulo. É claro que não dá para excluir os alimentos processados para sempre da sua vida, mas é importante priorizar carnes, ovos, verduras, vegetais.“Coma como a humanidade sempre comeu antes da epidemia de obesidade, antes que as pessoas passassem a ter medo da gordura e começassem a comer um monte de carboidratos em seu lugar _a coisa mais desastrosa que a saúde pública já viu”, esclarece Dr. Souto. “A dieta disponibiliza todos os nutrientes essenciais que qualquer ser humano necessita porque há grande e variado consumo de vegetais, carnes de todos os tipos e ovos. Os carboidratos não são nutrientes essenciais”, explica a nutricionista Alice Dalpicolli Rodrigues, que nada contra a corrente atual dos profissionais da sua área. “Até pouco tempo atrás eu também seguia a mesma linha da grande maioria dos profissionais. Mas me dei conta de que tinha algo errado nas estatísticas das últimas décadas que relacionam saúde e nutrição. Fui buscar compreender o porquê do grande aumento de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares em uma era em que praticamente não se consome gordura e prioriza-se alimentos pouco calóricos, diet e light, farinhas e grãos integrais. Então mudei totalmente minha conduta”, explica a nutricionista.

PARA COMEÇAR
Se você se interessou por essa dieta, é fácil, fácil começar. Só não pode ter medo das gorduras. Elas devem ocupar 70% do seu consumo diário. Se você deixar de consumi-las, vai se sentir fraca e sem energia. “Quando for ao supermercado, prefira os legumes, carnes, derivados do leite (não o leite em si)”, ensina Bruna. “Dá para fazer várias receitas com esses ingredientes que matam a vontade de comer as coisas proibidas.” Raquel Zucchi, dona do Instagram @raqueleatsfat _um dos mais legais de seguir se você quer fazer essa dieta_, também dá a dica: “Para saber se a LCHF pode ser uma boa pra você: você come o que acha certo (pães integrais, cereais, muitas frutas), mas sente fome a cada três horas ou menos; sente vontade louca e incontrolável por doces, pães e outras besteiras; não aguenta mais comer frango feito na água e sem sal; detesta ter que comer barrinhas de cereal sem gosto, mas come porque já está com o estômago roncando mesmo tendo comido bastante no almoço.” Se identificou? Então você provavelmente vai se sentir mais saciada com essa dieta. Ou seja, não vai precisar fazer lanchinhos, contar os minutos para próxima refeição. É libertador. “Imagine você comendo um peito de frango bem sequinho e salada de alface no almoço. Isso seria low carb e low fat (dieta Dukan). Às 15h da tarde você estaria morto de fome! Agora imagine-se comendo dois bifes acebolados com um ovo em cada um, acompanhado de vegetais na manteiga, e seguido de morangos com nata como sobremesa. Primeiro: é delicioso. Segundo, você não vai pensar em comida até a hora do jantar”, exemplifica o Dr. José Souto.

“BACONTENTE”
Uma das coisas que mais atrai as pessoas a experimentar a LCHF é o fato de que o consumo de bacon é liberado. Sim, senhora. A gordura da carne é uma das “gorduras boas” e pode ser consumida à vontade. É claro, assim como a gente explicou, é melhor dar uma olhada no rótulo de produto: se contiver vários ingredientes que você não sabe nem pronunciar o nome, evite. Se o bacon for curado apenas no sal e um pouquinho de açúcar, está liberado.“Você pode comer bacon quase que à vontade. A melhor parte do hambúrguer, que é a carne, queijo e o bacon, você pode comer. Você não passa vontade, são comidas muito saborosas”, defende Bruna Machado. E é verdade. Nada de ficar passando vontade quando seus amigos estão num churrasco: a maioria das coisas é liberada pra você. Isso quer dizer que você nunca mais vai poder comer um pãozinho ou tomar uma cerveja na vida? Claro que não. Existe um método chamado 85:15 que sugere que se durante 15% do seu tempo você sair da dieta, não tem problema. Isso, por semana, dá três refeições. “A ideia da dieta não é, de maneira nenhuma, viver nela 100% do tempo. Até porque assim seria uma prisão. Alimentando-se no modelo da dieta a maior parte do tempo e se permitindo poucas refeições fora da dieta, já obterá ótimos benefícios”, explica a nutricionista Alice. É claro que, depois de excluir alguns alimentos da sua rotina, eles começam a te fazer muito mal. “Eu pessoalmente quando faço refeições que têm ingredientes fora do que costumo comer, prefiro que não envolvam trigo (nunca tive problemas com ele, mas hoje quando consumo me faz mal). Mas cada organismo reage diferente”, conta Raquel Zucchi.
 
ESCOLHAS
Se você quer começar a LCHF, priorize as carnes orgânicas. Isso porque o gado que se alimenta de pasto, não de grãos, tem uma qualidade melhor de gordura. “Mas, se não tiver como, você já vai estar muito melhor que muita gente”, brinca Bruna. A mesma coisa dos ovos: prefira os caipiras, que vêm de galinhas que são criadas soltas. Mas, e quem come fora todo dia? “É um risco, mas é minha vida. Eu tento buscar as melhores opções. Carnes que são sejam feitas com molho, prefiro as grelhadas. Nos restaurantes sempre tem salada, legumes. É muito fácil”, ensina Bruna, que emagreceu 6,5 kg desde que começou a dieta, quatro anos atrás. Bruna também ensinou a gente que o ideal é se focar nas duas primeiras semanas da LCHF para que o corpo comece a entender que a gordura agora é sua fonte principal de energia. Assim que virar essa chave, você vai começar a perder peso e as gorduras localizadas vão sumir, já que o corpo não diferencia sua gordura e aquela que você está consumindo. Então a dica é: siga o modelo por duas ou três semanas sem sair da linha. “Basta cortar os carboidratos e perder o medo das gorduras”, finaliza Dr. Souto.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Relato de caso - psoríase

Se você ainda não leu, leia a postagem anterior, sobre a relação entre dieta e autoimunidade. A foto abaixo foi retirada da Wikipedia (não é do paciente) - apenas como ilustração para quem não conhece a doença.


Segue o relato, que dispensa comentários:

Gostaria de deixar aqui meu relato sobre os benefícios que a dieta low-carb páleo tem trazido para mim, com especial destaque sobre como ela tem me ajudado com minha doença autoimune.
Tenho psoríase, uma doença que se manifesta por lesões na pele, em formato de placas avermelhadas e esbranquiçadas. A psoríase não tem cura. 

Apesar da causa não ser conhecida, como em muitas doenças autoimunes, psoríase não é uma doença contagiosa. Não se pega psoríase pelo contato. Também não causa nenhum tipo de dor ou incômodos mais sérios para o portador, pelo menos no que diz respeito à parte física (estou me referindo à psoríase vulgar, que é o meu tipo). O grande estrago que ela causa é na vida social. As lesões costumam assustar muito as pessoas, que acabam evitando contato com o doente e criando um isolamento, que costuma piorar com o passar dos anos e a piora da doença. Depressão é comum em doentes de psoríase.

Geralmente as lesões aparecem nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, mas no meu caso a maior parte apareceu nas mãos (também no cotovelo e perna esquerda). Azar o meu… Já perdi a conta de quantos desconhecidos deixaram de apertar minhas mãos, às vezes dando um aceno sem jeito, após me olharem. Praia então, faz pelo menos 15 anos que não vou. Nem bermuda tenho usado, graças à lesão na perna.

Sou portador da doença há 20 anos, desde quando eu tinha 19 anos de idade (tenho 39 atualmente). Não consigo medir o quanto esse negócio já prejudicou minha vida, em todos os aspéctos, até mesmo no trabalho. Apesar de ser possível um controle dos sintomas usando medicamentos fortes (cremes, pomadas e, nos casos mais severos, tratamento sistêmico e raios ultra-violeta), geralmente o aparecimento das lesões é cíclico, ocorre em períodos. Algumas pessoas, em casos mais severos, tem grande parte do corpo coberto pelas lesões.

Passei por 4 médicos ao longo da minha vida, que sugeriam coisas bem parecidas:

- Expôr as lesões ao sol diariamente (há benefícios com raios ultra-violeta);
- Controlar o stress (como se fosse fácil…)
- Aceitar que a doença vai fazer do resto da sua vida;
- Procurar ajuda de psicológica, se necessário;
- Todos os médicos disseram que NENHUM ALIMENTO ERA PROIBIDO, somente as bebidas alcoólicas deveriam ser evitadas.

Em 2013 minha situação se complicou bastante, e o controle estava muito difícil. As lesões não desapareciam mais, só melhoravam levemente, mesmo com pomadas bem potentes. 
Por coincidência (ou talvez não), nesse mesmo ano eu engordei cerca de 10kg. Já estava obeso anteriormente e isso me fez chegar ao IMC 36,5, com gloriosos 125kg. Estava na hora de mudar.

Em 2010 um amigo havia me recomendado o livro de Gary Taubes (Why we get fat), que colocou em xeque-mate tudo o que eu sabia sobre alimentação. Tentei fazer a dieta na época e até perdi um pouco de peso, mas falhei, por falta de maiores informações e também por um pouco de medo. Não conhecia ninguém que praticava esse estilo de vida.

Quando achei o blog do Dr. Souto, essa foi a ferramenta que faltava para me motivar a perder peso novamente. Iniciei a dieta no mesmo dia (16/10/2013), mas não retirei tudo de uma vez. Fui lendo o blog e descobrindo todos os benefícios de uma vida sem os carboidratos e com mais gordura e proteínas. Durante os 2 meses seguintes mantive na dieta uma pouco de pão, macarrão e arroz, mas mesmo assim perdi 6kg. Nesse ponto aderi integralmente à dieta, mudando radicalmente meu cardápio. Acabo de completar 4 meses de dieta e já se foram 18kg até o momento. Não tinha esse peso desde 2004!

Apesar da felicidade por perder tanto peso em tão pouco tempo, havia uma surpresa guardada para mim que nunca em minha vida eu poderia esperar. Ao retirar o Glúten da minha alimentação a minha psoríase, como num passe de mágica, simplesmente começou a desaparecer. Quando percebi a melhora, logo imaginei que tinha a ver com a nova dieta e saí buscando informações. Li no blog sobre as doenças auto-imunes e sua relação com o glúten, flora intestinal, protocolo auto-imune e tudo começou a fazer sentido. As lesões haviam praticamente desaparecido com um mês de dieta sem glúten, e algumas pequenas lesões que sobraram melhoram a cada dia, mas já não atrapalham em nada, pois são do tamanho de uma espinha. Acredito que com mais tempo e dedicação elas podem ter remissão total.

Meus parentes e amigos próximos não acreditam até agora, pois não tenho usado nenhum medicamento e nunca estive tão bem. Mais magro, mais disposto e sem o mal que me afligiu por 20 anos. só posso recomendar que quem ainda não aderiu à dieta low-carb/páleo faça isso hoje mesmo. Não é só uma mudança de estilo de vida, pois para mim foi quase como renascer. Me sinto mais jovem a cada dia e com espírito renovado!

Obrigado ao Dr. Souto e a todos os colaboradores do Blog, por compartilhar tanta informação e por tanta dedicação. Minha gratidão é eterna!

José A. Bichoff